Hoje, não sei nada. E o nada que sei, guarda um pouco do nada que me deixas-te. Sentia saudades de te escrever. Talvez estas folhas amareladas borradas com a minha caneta azul, nunca cheguem a ser lidas por ti, mas sabes, guardo-as a todas, no meu coração. Do meu coração já pouco resta: Restam pedaços. Quebras-te as regras. Tu juras-te que nunca me irias abandonar. Que nunca me ias deixar ficar infeliz como estou hoje. Que nunca ias deixar que nada me fizesse mal e hoje matas-me com a ausência de qualquer toque com o teu corpo. Já não pedia para te tocar na alma, porque essa tarefa já não passa mais por mim. Mas e o teu corpo. Aquele que dizias meu e no qual eu me embrulhava de prazer e me desenlaçava de paixão. O nosso amor, não morreu. Morreu a vontade de o tornar maior. Morreu a minha "bebé", aquela que me dizia que "o verdadeiro amor" nunca morre. Mas qual amor? Aquele que tu deitas-te fora, que amassas-te como uma folha de rascunho? Esse amor, em mim, nunca morreu. Desculpa escrever-te estas cartas sem sentido, mas hoje precisava mesmo de relembrar como era lavar estas cartas em lágrimas. Hoje ficámos por aqui. Mais uma vez, eu aqui e tu aí. Longe do mundo, mas perto do pensamento. Nunca te esqueças de mim.
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