Vá lá, volta para mim. Corre, porque o tempo escassa. Encosta-te bem ao meu pescoço e acalma esse teu folgo ardente. Enquanto isso, respira descontroladamente e deixa-me fora de mim. Agora encosta os teus lábios aos meus, que a saudade desse sabor já me sufoca. Deixa-me prova-los como se de uma novidade se tratasse. Deixa-me abraçar o teu peito bem junto ao meu, para que eu sinta o palpitar acelerado do teu coração que bate sincronizadamente com o meu. Vá, vamos fingir que isto é fácil. Vamos deitar-nos sobre a cama e despir o amor que temos para dar. Não te custa nada dizer que me amas mais uma vez. Vá lá, diz-me aqui bem baixinho ao ouvido. Depois respira, vai inspirando e expirando como se te tivesse matando de desejo. Não te custava nada, meu amor. Não te custava nada deixares-me sentir o teu cheiro mais uma vez e tocar o meu corpo com as tuas mãos só mais uma vez, aparentando que me amavas. Era tudo o que eu queria. Ter só mais uma oportunidade, de fazer tudo o que fizemos e tudo aquilo que deixamos por fazer. Não vás embora sem mim, por favor. Não vás! Eu quase que desespero em ter-te distante de mim. Quase que morro se não te tiver aqui. Fica aqui ao pé de mim, fica que eu prometo que te faço feliz. Que te faço mil e uma juras de amor eterno e que te trato como uma mulher deve ser tratada. Não peço mais nada, só que voltes. Por favor. O meu café esfriou, o meu cigarro apagou: E nós meu amor, como estamos?
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